A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop) lança a Campanha #Copapraquem?. O objetivo é expor as violações de direitos humanos sofridas pela população em razão do megaevento e questionar o real legado que ficará para o país após os jogos.
A seguir, divulgamos a nota oficial da articulação dos comitês populares das 12 cidades-sede da Copa.
#COPAPARAQUEM?
Quando
os Comitês Populares da Copa começaram a questionar o autoritarismo, a
ganância e o desprezo pelos direitos humanos que envolvem a realização
da Copa da FIFA, já há mais de três anos (portanto, ao contrário do que
alguns afirmam, a resistência não é de agora), parecíamos pessimistas
que não queriam ver a alegria do povo no “país do futebol”.
Hoje,
entrando em 2014, as pessoas se perguntam: mas, Copa Para Quem? Os/as
cidadãos/as do país do futebol não se deixam mais enganar tão
facilmente. Poucos são os que acreditam que a Copa trará qualquer legado
para a população. O que vemos nas 12 cidades-sede da Copa da FIFA:
despejos (remoções forçadas), violação dos direitos dos trabalhadores e
trabalhadoras, uma legislação de exceção, destruição do que era público
para a construção de uma cidade privatizada orientada aos interesses das
grandes empresas e corporações, aumento da exploração sexual
infanto-juvenil. Somam-se a tudo isso, ainda, as violentas ações de
repressão do Estado sobre a população e, o que é pior, a falta de
diálogo e sensibilidade para com os milhões de indignados que saem às
ruas.
Os
governos também sabem que o projeto Copa é para uns poucos que podem
lucrar com ele e, orientados que estão para proteger este negócio, têm
investido tanto na criação de batalhões especiais, decretos e leis que
nos fazem relembrar os piores tempos de autoritarismo quanto em uma
propaganda barata que ataca qualquer opinião dissidente e tenta criar um
clima artificial de celebração do mundial que, obviamente, já não se
sustenta mais - se é que alguma vez ele foi sustentável. A expressão do
medo e do autoritarismo do governo tenta silenciar as reivindicações
legítimas dos brasileiros que vão às ruas protestar. Isso só intensifica
o conflito. Não se cala as vozes com repressão, ainda mais quando o
poder público deveria atuar para combater as violações de direitos
humanos, não para piorar o processo.
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