quinta-feira, 13 de junho de 2013

Chave por Chave caminha com milhares pelo passe livre em Porto Alegre


Moradores e lideranças comunitárias do Cristal e da Cruzeiro e o Comitê Popular da Copa Porto Alegre participaram, juntamente com outros milhares, de mais um ato pelo passe livre na Capital. O ato é nacional e também ocorreu em outras cidades brasileiras.

Desta vez, decidimos levar a Campanha Chave por Chave para a mobilização. Afinal, a luta não é só por 20 centavos, mas pelo respeito aos nossos direitos (seja de ir e vir, seja de moradia, de saúde e de educação públicas e de qualidade) e por mais e mais avanços e conquistas para o povo.

Algumas imagens dessa noite:





 Crédito das fotos: Leandro Anton/ Quilombo do Sopapo

quarta-feira, 12 de junho de 2013

16 de Junho, tem reunião para organizar mobilização pela votação da AEIs da Tronco. Não esqueça!

No dia 16 de Junho (DOMINGO), às 16h, na Escola Estadual Alberto Bins (Avenida Tronco, 150), acontece a reunião das comunidades para organizarmos a mobilização da próxima quarta-feira (19/6) na Câmara de Vereadores. A hora é de pressionar os vereadores a votarem as AEIs (Área Especial de Interesse Social), que a as próprias lideranças e a população procuraram e elencaram como sendo possíveis de receberem nossas moradias.

Podemos sim permanecer vivendo na região. Vamos pra cima! Chame teus vizinhos e amigos para a reunião!


Veja abaixo o boletim que está sendo distribuído pelo Comitê Popular da Copa, falando sobre o assunto e chamando todo mundo para a mobilização. Bora lá!


quarta-feira, 29 de maio de 2013


Falta de diálogo com moradores marca obras da Copa do Mundo

Os gastos com a Copa do Mundo no Brasil podem chegar aos  100 bilhões de reais . Dentro do projeto de obras para a Copa está prevista a remoção de 250 mil pessoas das suas casas (entre removidos e ameaçados de remoção).

Os moradores não conhecem os projetos das obras. Não há diálogo, negociação e participação popular na elaboração destes projetos para a Copa do Mundo. Na hora de sair das suas casas os moradores ficam despreparados, sem tempo para realizar sua mudança de modo organizado. Os moradores também se queixam da ausência da cópia do contrato que assegura a posse de suas novas habitações.

Para as pessoas que já deixaram as suas casas os problemas não se resolveram com a entrega de uma nova moradia: são removidas para lugares de difícil mobilidade, sem fácil acesso a transportes, sem escolas, sem postos de saúde, entre outros serviços essenciais. Para os atuais moradores das áreas previstas paras o projetos de obras para a Copa, o problema reside na incerteza: se vão ser realocados ou se vão receber algum tipo de indenização finaceira.

Até que o diálogo e a negociação sejam assegurados os despejos planejados devem parar. AS comunidades que habitam as áreas de interesse estão desafiando este projeto. Na rua ou dentro das suas próprias casas, tentam resistir e parar os projetos de obras, mas a violência policial tem sido a marca das remoções no Brasil.

A Anistia Internacional reconheceu que a situação enfrentada pelos brasileiros removidos ou ameaçados de remoção pelo projeto de obras da Copa do Mundo é uma violação do direito humano à moradia.



terça-feira, 28 de maio de 2013

Moradores e vereadores discutem situação da Vila Dique, em Porto Alegre


Representantes dos moradores da Vila Dique se reuniram no dia 10 de maio com vereadores que compõem a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal e com o Departamento Municipal de Habitação (Demhab) para discutir a situação das famílias que ainda residem na antiga vila. Demolida pelas obras de ampliação, a Vila Dique ainda é o lar de diversas famílias, muitas delas não incluídas em nenhum programa habitacional, que residem no local em escombros, sem acesso à saúde e educação. 

O diretor do Demhab, Everton Braz, garantiu que o departamento realizará um estudo e que apresentará uma solução para as famílias da antiga Dique.

Fonte: Sul 21 (11/05/2013)

RJ: Obras para a Copa removem 3.099 famílias


O Comitê Popular da Copa do Rio de Janeiro lançou no dia 15 de maio a segunda edição do dossiê “Megaeventos e Violações dos Direitos Humanos no Rio de Janeiro”. O estudo realizado aponta que 3.099 famílias já foram removidas e que outras 7.843 estão sob ameaça de remoção pelas obras para a Copa e as Olimpíadas de 2016. Entre as obras destacadas pelo documento estão a construção do Parque Olímpico e a implantação das linhas de transporte rápido de ônibus. A recolha de dados para o estudo foi realizada com as comunidades afetadas pelas obras e com a Defensoria Pública. 

O dossiê critica a falta de transparência da prefeitura no que diz respeito aos projetos de obras e às comunidades que serão afetadas por elas. Não existem apresentações dos projetos e muito menos dados oficiais das família ameaçadas de remoção. Denuncia também que a maior parte das remoções está localizada em áreas de extrema valorização imobiliária.

As obras não priorizam o atendimento das áreas mais necessitadas e com os piores índices de mobilidade, afirma o estudo. "A população clama por serviços de transporte de massa em outras direções e para outras regiões da cidade", defende o Comitê.

Segundo o dossiê, a política da cidade para os vendedores ambulantes e trabalhadores informais é de exclusão e de repressão militar.

Fonte: Estadão (15/05/2013)

sábado, 9 de março de 2013

8 de Março: Mulheres denunciam remoções e violações de direitos pela Copa do Mundo




Cerca de 700 mulheres da Via Campesina, Levante Popular da Juventude, MTD (Movimento dos Trabalhadores Desempregados) e moradoras da Avenida Tronco, na Zona Sul de Porto Alegre, realizaram um protesto, na manhã desta sexta-feira, no canteiro de obras da via. Elas saíram em marcha da Av. Divisa e caminharam pela Tronco até o canteiro de obras. Depois, seguiram ao CAR (Centro Administrativo Regional) da Cruzeiro, onde fica o escritório da prefeitura municipal para negociar o bônus moradia e encaminhar o atendimento das famílias que serão removidas para a duplicação.

Seleção de fotos feita pelo Quilombo do Sopapo



A duplicação da Avenida Tronco é considerada, pela prefeitura de Porto Alegre, uma das obras prioritárias para a Copa do Mundo de 2014 na cidade. A via alternativa liga diretamente outras regiões da Capital ao Estádio Beira-Rio, onde ocorrerão os jogos do evento - viabilizando a chegada dos torcedores ao local.


Mulheres da Avenida Tronco e do Morro Santa Teresa presentes na luta.
Crédito das fotos deste post: Leandro Anton/ Quilombo do Sopapo 



No entanto, as obras estão sendo um desastre para as 1.500 famílias da comunidade, em grande parte pobres, que serão removidas (boa parte delas ainda não sabe nem para onde vai) para que a duplicação seja efetivada. Elas denunciam violações de direitos humanos e sociais, com diversas consequências para a população, especialmente para as mulheres. São essas as mais afetadas pelas remoções, já que a maioria delas são as chefes de família, respondendo pela sobrevivência e pela educação de seus filhos.





Entrega da carta para Marcos Botelho, 
secretário adjunto do Departamento
Municipal de Habitação (Demhab)

No panfleto distribuído durante o protesto, as manifestantes salientam que "as remoções, de maneira geral, têm sido feitas de forma arbitrária, onde as únicas alternativas ofertadas pela prefeitura são o aluguel social e o bônus moradia". Também argumentam que a moradia adequada foi reconhecida como direito humano em 1948, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tornando-se um direito humano universal.

“Nós não somos contra o progresso. Nós somos contra a inversão da prioridade. Nós somos contra priorizar a avenidade do que as moradias. Nós somos contra não considerar a história das pessoas. Eu nasci e me criei na Tronco. Hoje, não tenho nenhuma condição real de ficar aqui, porque as moradias não estão sendo construídas, não tem previsão de serem entregues”, desabafa Bruna Rodrigues, moradora do local desde o nascimento, sobre a pressão que a Prefeitura coloca sobre a comunidade para que deixem suas casas, mesmo sem a garantia de novas moradias.

Cerca de 8 mil famílias porto-alegrenses, cerca de 36 mil pessoas, serão afetadas por caus
a das obras da Copa.

Mística de encerramento do protesto na Avenida Tronco

























Veja o vídeo do Coletivo Catarse é sobre a manifestação que as mulheres fizeram hoje:


segunda-feira, 4 de março de 2013

ESPN apresenta a série “À Beira da Copa num Porto pouco Alegre”


Faxina social em terras gaúchas


1 bilhão de reais, esse é o custo total do investimento em mobilidade urbana na capital gaúcha para a Copa do Mundo de 2014. Durante três dias, uma equipe da ESPN percorreu todos os canteiros de obras e descobriu que no caminho estão 8 mil famílias que serão diretamente afetadas pelo chamado legado.

A partir desta segunda-feira, o Sportscenter apresenta a série “À Beira da Copa num Porto pouco Alegre” e mostra como os humildes trabalhadores, que não estarão nos jogos da Copa, estão sendo tratados e desrespeitados pelo poder público e pela especulação imobiliária.

São aproximadamente 32 mil cidadãos gaúchos vivendo o drama da desapropriação. Um público equivalente a pouco mais da metade da capacidade, tanto do novo estádio Beira Rio, quanto da novíssima arena do Grêmio.

Muitas das famílias que estão sendo indenizadas não estão conseguindo comprar, com o dinheiro oferecido pela prefeitura de Porto Alegre, uma residência próximo de onde moravam. Muitas famílias estão indo para o litoral do Rio Grande do Sul ou para bairros afastados, a 30 km de suas origens. Algumas que já foram indenizadas, inclusive, prometem invadir novos terrenos. Um problema social que a mídia local esconde do grande público.


Fonte: http://espn.estadao.com.br/noticia/313783_faxina-social-em-terras-gauchas



Remoções forçadas para Copa e Olimpíadas no Brasil serão tratadas em sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU

 Acontece nessa segunda, 4 de março, a 22ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Suíça. A Relatora Especial da ONU sobre Direito à Moradia Adequada, a brasileira Raquel Rolnik, apresentará seu novo relatório, que tem como tema a segurança da posse como componente do direito à moradia. O estudo de Rolnik foi produzido em meio à crise mundial de insegurança da posse, que se manifesta de muitas maneiras e em contextos distintos: despejos forçados, deslocamentos causados por grandes projetos, catástrofes naturais e conflitos relacionados à terra.

Estará também presente na sessão Giselle Tanaka, da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (ANCOP), que fará uma breve exposição sobre as remoções forçadas no contexto da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil. A intervenção da ANCOP - que será publicada na íntegra após o evento - pedirá que o Conselho diga ao governo brasileiro que pare imediatamente as remoções forçadas e, em parceria com as comunidades afetadas, crie um plano nacional de reparações e um protocolo que garanta os direitos humanos em caso de despejos causadas por grandes eventos e projetos.

-- Veja a sessão ao vivo a partir das 5h (horário de Brasília): http://webtv.un.org/ (selecionar Meetings & Events > Human Rights Council)

As remoções forçadas têm sido o grande drama das famílias brasileiras desde o início das obras para a Copa do Mundo e às Olimpíadas. Estima-se que pelo menos 170 mil pessoas estejam passando por despejos relacionados aos eventos, o que corresponde a quase um em cada mil brasileiros. A ANCOP já submeteu denúncias para a Relatoria Especial e para a Revisão Periódica Universal da ONU em outras ocasiões, que serviram de base para a Resolução 13/2010 sobre megaeventos e direito à moradia, para duas cartas sobre o tema (em 2011 e 2012) da Relatoria Especial da ONU para o governo brasileiro, e gerou recomendações específicas do Conselho da ONU ao Brasil durante seu encontro em maio de 2012.

Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa

A ANCOP reúne movimentos sociais, organizações, representantes de comunidades, pesquisadores e outras entidades e pessoas críticas à forma como estão sendo feitas as transformações urbanas para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Em dezembro de 2011, o grupo lançou o dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil, que reúne dados e informações sobre impactos de obras e transformações urbanas realizadas para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016. Os Comitês Populares estão nas 12 cidades-sede da Copa: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O site pode ser acessado no endereço http://portalpopulardacopa.org.br/.

Mais informações:

Claudia Favaro - 51 9666-9274
Francisco Carneiro - 61 9222-1658
André Lima - 85 9922-2757

Assessoria de comunicação:


Renato Cosentino - 21 8267-2760
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Fonte: ANCOP
Notícia relacionada: Direito à Moradia Adequada: Relatora da ONU apresenta primeiro estudo de segurança da posse

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Comitês Populares e WITNESS editam vídeo-denúncia sobre impactos da Copa no Brasil



Dos dias 26 a 30 de Janeiro, integrantes dos Comitês Populares da Copa de todo o país e representante da ONG WITNESS, de Nova Iorque (EUA), estiveram reunidos em Porto Alegre para editar o vídeo-denúncia nacional sobre os impactos e os crimes cometidos contra os direitos humanos em nome da Copa do mundo. O vídeo é uma parceria da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (ANCOP) e da WITNESS, que já estava na Capital gaúcha realizando uma oficina de videoativismo junto com o comitê gaúcho.


A produção do vídeo nacional iniciou em abril de 2012, quando ocorreu a primeira oficina de videoativismo ministrada pela WITNESS a integrantes dos comitês populares da Copa, em Brasília. Na ocasião, os participantes já gravaram algumas entrevistas sobre o assunto. Também foi combinado que os representantes de cada comitê voltariam, para casa, com a tarefa de fazer mais imagens de violação dos direitos das populações atingidas pelo evento e entrevistas com as comunidades afetadas.



Todo esse material foi trazido para Porto Alegre, já pré-selecionado por cada comitê, para ser editado e montado. Nesses cinco dias, o pessoal deu duro para fazer o vídeo - com a grande ajuda da Priscila, é claro.

Veja mais fotos de toda a trabalheira:




O vídeo-denúncia ficou muito bom. Ele será apresentado pela ANCOP em Março, na reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) em Genebra, para que a comunidade internacional pressione o governo brasileiro a tomar medidas emergenciais e definitivas sobre o assunto. 


Em breve, os comitês farão o lançamento dele. Fique atento!